parece manhã nublada em Londres
mas lá quase nunca sai o sol
e os vampiros podem rodar
como se menos imortais fossem...
(por que tanta saudades do que eu não vi?)
mas é noite escura apenas
meus pés estão gelados
meu coração disparado
a cabeça dói agora...
olho pra longe,
se houvesse uma janela
eu veria apenas a rua vazia,
olho pra perto...
(por que me sinto tão sozinha?)
existem pessoas por toda a volta
existe uma pessoa específica
que não está aqui agora
porque embora eu tenha entregado as chaves...
ela não aprendeu a abrir a porta.
mas lá quase nunca sai o sol
e os vampiros podem rodar
como se menos imortais fossem...
(por que tanta saudades do que eu não vi?)
mas é noite escura apenas
meus pés estão gelados
meu coração disparado
a cabeça dói agora...
olho pra longe,
se houvesse uma janela
eu veria apenas a rua vazia,
olho pra perto...
(por que me sinto tão sozinha?)
existem pessoas por toda a volta
existe uma pessoa específica
que não está aqui agora
porque embora eu tenha entregado as chaves...
ela não aprendeu a abrir a porta.
Não pense que é triste assim... é apenas dilacerante, ninguém me disse que o começo seria o fim se a vida agisse com essa ironia andante... fiquei apenas com a promessa de que estar junto pintaria a tela, fiz questão de esquecer que as vezes corpos estão pertos mas interesses voam distantes... Não é alívio também saber onde piso, talvez se eu andasse com os olhos vendados a escuridão me revelasse mais sobre o que está oculto nos percalços que os pensamentos insistem em vagar. Não ache que faço disso um relato... seria pobre se o fosse, é apenas um pedaço de pano, um trapo, dessa imensa colcha de retalhos que alguns chamam de vida... eu arrisco a dizer que é passo, e ai vou passando devagar... me estranhando e recaindo na armadilha.