sexta-feira, 13 de julho de 2007

...o que sobra de uma poesia...

eu sempre fui uma poetiza, filósofa, libertina...
pois como não me entregar a melodia
que a noite suavemente destila?

como uma taça pode não conter vinho
que docemente embreaga o caminho
dos mortais perdidos e sozinhos?

às ternuras da terra entreguei-me
e o que mais encanta é ter me entregue
no fim de tudo à paz das santas.

se pode ganhar o mundo sem perder o céu
por que ter só um pouco de cada e ficar ao léu?
quero antes matar a sede da minha garganta.

deixai-me embriagar o álcool
adornai minha vaidade
que o sangue de minhas veias
tem em cada gota um toque de eternidade.

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